Mulheres

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De acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, a taxa de pobreza das mulheres na região é pelo menos 15% superior à dos homens. A IAF compreende a importância de oferecer às mulheres oportunidades de emprego remunerado, iniciar empreendimentos comerciais e desempenhar papéis de liderança no planejamento do desenvolvimento da própria comunidade.

As mulheres sempre tiveram uma presença marcante na carteira de doações da IAF, representando 54% dos beneficiários em 2011. As mulheres também exercem cargos executivos em vários projetos apoiados pela IAF. Dirigem microempresas e reduziram as taxas de mortalidade. Trabalham nas plagas mais remotas do Haiti e nas favelas do Rio de Janeiro. Chefiam as organizações não governamentais mais sofisticadas e os grupos de base mais incipientes. Algumas se dedicam a criar oportunidades para mulheres; outras dirigem iniciativas bem-sucedidas nas quais tradicionalmente os homens predominam. A Revista Desenvolvimento de Base de 2011 apresenta o perfil de 10 dessas líderes. 

Projetos recentes:

A Federação de Instituições Beneficentes (FIB) está treinando mulheres no Rio de Janeiro para serem pedreiras, carpinteiras, eletricistas e encanadoras na indústria de construção em expansão e tradicionalmente dominada pelos homens. Quase metade das iniciantes vem de bairros conhecidos pelo tráfico de drogas e outras quadrilhas. O curso de seis meses inclui instrução na língua portuguesa, gestão empresarial e participação cívica, bem como em uma profissão especializada, seguido de aulas práticas. Mais de 60% das graduadas da FIB encontram emprego imediatamente e dobram seu salário. Muitas foram contratadas para trabalhar em firmas de construção na reforma do Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro em preparação para a Copa do Mundo e Olimpíadas. Outros iniciaram pequenas empresas de construção e serviços de reforma.

A Asociación Minga Perú (Minga Perú) trabalha com mulheres indígenas treinando-as como líderes comunitárias, correspondentes de rádio e defensoras de direitos, orientadoras e assistentes que ajudam outras mulheres em 45 comunidades da região de Loreto na Floresta Amazônica. Seus programas de rádio, que atingem 100.000 ouvintes por semana, focam a saúde da mulher, violência doméstica, direitos humanos, educação e conservação incentivando maior participação das mulheres na vida pública. A Minga Perú recebeu mais de 1.100 cartas, a maioria agradecendo o programa por lhes proporcionar força para superar a violência doméstica.

A Coordinadora de Mujeres del Cibao (CMC) treinou mais de 220 mulheres dominicanas de 13 associações afiliadas no exercício de direitos e obrigações cívicas necessários para conseguir a participação efetiva dos respectivos governos municipais na aplicação de duas novas leis que conferem à sociedade civil um mandato no processo orçamentário do município e na governança municipal. As mulheres aprenderam a identificar e priorizar as necessidades comunitárias, bem como a redigir e apresentar propostas a serem financiadas pelos governos municipal e provincial.

O Colectivo de Mujeres Campesinas de la Costa Grande de Guerrero, S.C. (COMUCAM) oferece assistência técnica e treinamento a representantes de 22 associações de poupança e crédito dirigidas por mulheres em comunidades ao longo do litoral de Guerrero, México. Com este projeto deverá conseguir para as participantes um aumento de 50% na poupança domiciliar.