Combatendo a violência baseada no gênero

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women rights activists

Há 25 anos, o Núcleo de Apoyo a la Mujer (NAM) lidera a luta contra a violência doméstica na região de Cibao, República Dominicana, fornecendo serviços jurídicos e chamando a atenção do público para esse flagelo.  

Entre as milhares de mulheres que NAM ajudou encontra-se Mayra (não é seu nome verdadeiro), que ficou órfã aos 2 anos e se tornou mãe aos 14. Mayra foi morar com um homem muito mais velho e aos 17 anos já tinha outros dois filhos. Ele a forçava a trabalhar em sua propriedade e viver numa cabana, onde recebia tratamento cruel. Quando ela tentava fugir, ele ficava mais violento. Um dia, uma mulher que também havia sido vítima de abuso e suspeitava da situação encontrou Mayra inconsciente depois de uma surra e a levou a uma delegacia. As mulheres registraram a queixa, o homem foi preso e Mayra foi admitida em um dos dois abrigos para mulheres vítimas de violência que existem na República Dominicana. Mas a solução foi apenas temporária e o ciclo de violência recomeçou. O homem acabou recebendo a guarda das três crianças e Mayra, que não tinha um advogado para defendê-la, foi intimada a pagar US$ 120 por mês de pensão alimentícia. Já que não podia pagar, foi parar na prisão, onde NAM a encontrou. Pagou a fiança e expôs publicamente a injustiça da situação de Mayra, forçando o tribunal a reconsiderar a sentença. A decisão da guarda está sendo reexaminada e o pagamento da pensão alimentícia foi reduzido para US$ 12. Enquanto isso, com ajuda de NAM, Mayra mudou-se para a casa de uma amiga.

NAM está usando a doação da IAF para desenvolver duas redes regionais de organizações dedicadas a pôr um fim à violência contra as mulheres e assegurar a aplicação das leis que NAM ajudou o governo dominicano a redigir em 1997. A doação também permite que NAM amplie os serviços nas cidades de Santiago e Moca e estenda-os para áreas rurais. NAM trabalha com o Ministério da Mulher e a Procuradoria para capacitar advogados, representantes de organizações de base e funcionários do governo sobre os direitos das vítimas de violência doméstica. O objetivo é fazer com que não se repitam erros judiciários como o que aconteceu com Mayra. − Dana C. Preston, estagiária da IAF e NAM.